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Odebrecht vai para uma sede enxuta em abril

Fonte: Valor Econômico



Prédio símbolo da Lava-Jato, o edifício sede do conglomerado baiano Odebrecht (agora Novonor) já tinha mudado de nome há dois anos. A partir de abril, deixará de abrigar os funcionários do grupo, que está em recuperação judicial desde junho de 2019, com quase R$ 100 bilhões em dívidas. Os trabalhadores que restaram serão transferidos para o empreendimento Parque da Cidade, na Chácara Santo Antônio (zona sul da capital paulista), onde vai ocupar apenas dois andares e meio.


A mudança não deixa de ser simbólica por ser um dos maiores conglomerados do país, que foi abatido por denúncias de corrupção e que enfrenta um dos maiores litígios do país, colocando em lados opostos pai (Emílio Odebrecht) e filho (Marcelo). Com pesadas dívidas e vários ativos à venda, a companhia luta para manter parte de seus negócios e decidiu transferir sua sede para as dependências do Parque da Cidade, um empreendimento que originalmente pertencia à Odebrecht Realizações, que abriga condomínios com cinco torres comerciais e duas residenciais, hotel, shopping e três restaurantes, para se adaptar à nova realidade e reduzir seus custos. Parte desses projetos foram vendidos para Eztec e o fundo HSI.


Executivos do grupo começaram a desocupar mesas e gavetas nas últimas semanas - uma boa parte está trabalhando em home office por conta da crise da covid-19. Serão transferidos para a nova sede 430 empregados da holding da família, da construtora OEC e das empresas OTP (Odebrecht Transport), OR, Vexty (previdência) e Horiens (ex- OCS, corretora de seguros do grupo). A previsão é que a mudança seja concluída entre abril e maio, a depender das restrições de circulação por conta da pandemia.


No edifício Pinheiros One, que foi rebatizado em fevereiro do ano passado, ficarão apenas a Braskem, companhia petroquímica que tem a Odebrecht e a Petrobrás como sócias, e a Atvos, divisão de açúcar e etanol que tem agora o fundo abutre Lone Star como controlador.


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