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Oferta cai para manter os preços

Valor Setorial (página 99)



Para evitar a contração dos preços médios dos aluguéis pelo excesso de oferta, o mercado de condomínios logísticos decidiu reduzir em 800 mil metros quadrados (m²) a entrega de um novo estoque de galpões das classes A+, A e B. De acordo com levantamentos da SiiLA, multinacional americana de inteligência imobiliária que oferece soluções para o setor, as entregas previstas para este ano somavam três milhões de m². Uma nova estimativa mostra agora que a desova deve ser de 2,2 milhões de m². Mesmo assim, essa área, equivalente a cerca de 270 campos de futebol, é quase o dobro do que foi entregue no ano passado (1,15 milhão de m²).


Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA Brasil, afirma que o segmento vive um bom momento, turbinado com o aumento nos valores de locação e da demanda, principalmente de galpões e condomínios bem localizados.


A SiiLA Brasil aponta o comércio eletrônico como o principal responsável pelo desempenho positivo do setor. Empresas como Mercado Livre, Magazine Luiza e Amazon, por exemplo, estão entre as que mais áreas absorveram até setembro. Outro fator que tem impactado o segmento é a migração de alguns setores industriais (farmacêutico, automotivo, bebidas e alimentos, entre eles) de galpões menos sofisticados para os de alto padrão (A+ e A).


Embora não existam dados precisos sobre os investimentos feitos pelos principais players desse mercado, Nicastro calcula que o custo médio para erguer um condomínio logístico hoje é de R$ 2,5 mil o m², incluindo o terreno. Isso quer dizer que os 2,2 milhões de m