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Osasco reúne um quarto dos unicórnios do País e sedimenta seu ‘Oz Valley’

Estadão



Osasco, cidade vizinha à capital paulista, se tornou um celeiro de unicórnios. Das 34 startups que atingiram valor de mercado superior a US$ 1 bilhão na América Latina – 22 delas sediadas no Brasil, seis estão no município: Mercado Livre, Uber, iFood, Rappi, 99 e Facily – esta última admitida no clube bilionário no fim de 2021. Ou seja, a cidade abriga cerca de um quarto dos unicórnios do Brasil e aproximadamente 20% dos latino-americanos. Mas, para o secretário de Habitação, Pedro Sotero, não há mágica nessa versão de Oz, apelido que a cidade adotou.


Para desenvolver seu “Oz Valley” – nome dado em alusão ao Vale do Silício, onde despontaram empresas da nova economia -, a cidade iniciou na segunda metade da década passada uma remodelagem de sua estrutura tributária para torná-la vocacionada à inovação. Sotero, à época responsável pelas finanças do município e à frente do processo, conta que Osasco investiu para criar um sistema próprio, capaz de condensar a emissão de notas fiscais, evitando a bitributação do ISS e também a emissão de uma “nota espelho”, para evitar que empresas que realizem muitas transações para um mesmo cliente por mês tenham que carregar seus custos com a emissão de várias notas.


Para ir além da Cidade de Deus, quartel-general do Bradesco – que assegura a Osasco arrecadação bastante para ostentar a oitava posição no ranking dos maiores PIBs do País, Oz foi buscar inspiração em Barcelona. A cidade espanhola não deslanchou nesse quesito, mas foi também a fonte onde beberam Berlim e Lisboa, duas capitais europeias já consagradas como centro de atração de empresas de tecnologia.


Agora à frente de Habitação, Sotero se dedica a renovar a infraestrutura urbana no entorno dos unicórnios que abriga. A cada três ruas da cidade, duas já contam com rede de fibra ótica instalada.


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