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Para executivos, retomada das lajes corporativas começa no segundo semestre

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Severamente impactado pela pandemia de Covid-19, o segmento de escritórios segue apresentando resultados negativos. Entretanto, com o avanço da vacinação e a recuperação da economia do país, há indícios de que a retomada deve começar em breve.


De acordo com a SiiLA Brasil, que monitora os mercados de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campinas, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte, a absorção bruta foi de quase 207 mil m² no segundo trimestre do ano. Todavia, a absorção líquida - diferença entre o total de áreas contratadas e devolvidas - ficou negativa em mais de 71 mil m² e a taxa de vacância chegou a 24,4%.


Por serem as maiores praças, as capitais paulista e fluminense foram as cidades que mais contribuíram para a baixa na absorção líquida, com 36 mil m² e 32 mil m² negativos, respectivamente. A taxa de vacância, por sua vez, é muito menor em São Paulo (21%) do que no Rio de Janeiro (36,3%). "O mercado carioca é concentrado em poucos setores e, quando um deles cai, como ocorreu com o de óleo e gás, afeta muito a ocupação das lajes", explica Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA Brasil. Por outro lado, o executivo enaltece a performance do mercado de Brasília, o único com absorção líquida positiva - de quase nove mil m² - no segundo trimestre.


"É a melhor cidade em termos de recuperação, pois costuma entregar muitos empreendimentos pré-locados. Acaba sofrendo menos com vacância", acrescenta. No geral, Nicastro justifica a baixa performance do segmento no fato de os líderes das empresas estarem postergando as decisões de voltar a firmar contratos de locação, esperando por um cenário mais estável.

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