DADOS E ANÁLISES DO MERCADO IMOBILIÁRIO COMERCIAL

As últimas notícias de escritórios, imóveis industriais e shopping centers

Para Regus, 30% dos imóveis comerciais serão flexíveis até 2025

Entrevista de Tiago Alves, CEO da Regus & Spaces Brasil, concedida para o programa FIIs em Exame



A vacância em imóveis comerciais foi um dos grandes problemas enfrentados pelos fundos imobiliários (FIIs) ao longo de 2020. “Houve uma devolução em massa de imóveis, principalmente no terceiro e quarto trimestres. Estima-se que um quinto dos imóveis comerciais de São Paulo passaram por algum tipo de devolução ou redução de espaço”, afirma Tiago Alves, CEO da Regus & Spaces Brasil, marcas que fazem parte do grupo global IWG, especializado em coworkings.

A crise, porém, não foi tão dura para o negócio de espaços compartilhados. Segundo Alves, houve um aumento de 25% na demanda pelos serviços da Regus no mesmo período em que a vacância se acentuou no país. “A busca por flexibilidade é o grande ensinamento da crise. Isso porque as pessoas não querem mais alugar a longo prazo diante das incertezas da pandemia. Quem investiu dessa forma no ano passado já está sofrendo com o novo lockdown”, diz.


Alves argumenta que a recuperação mais acelerada do setor também é benéfica para o setor de FIIs – afinal, 50% do portfólio da Regus é de propriedade de fundos imobiliários. Hoje os espaços compartilhados representam apenas 4% do mercado imobiliário. Alves acredita, no entanto, que a pandemia deve acelerar a tendência, fazendo com que o modelo seja cada vez mais visto como um player relevante desse mercado.


“Nossa recuperação foi muito rápida porque as grandes empresas começaram a repensar o seu portfólio de escritórios como um todo. Considerando o novo cenário, a estimativa é que cerca de 30% dos imóveis comerciais sejam flexíveis até 2025”, afirma.


Receba nossa newsletter

 Instagram feed

  • LinkedIn
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • YouTube

YouTube SiiLA Brasil: