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BR Malls rejeita nova oferta de fusão da Aliansce Sonae




Valor Econômico


Numa novela com intervalos curtos, a BR Malls rejeitou ontem à noite a nova proposta da Aliansce Sonae para uma fusão, cujos termos haviam sido formalizados na noite anterior. No meio tempo, a Aliansce pediu uma reunião com a BR Malls, que topou o encontro, mas decidiu não esperá-lo para se posicionar.


“A administração da BR Malls não é contra uma combinação de negócios, mas é fortemente contra os termos financeiros propostos pela Aliansce”, disse Ruy Kameyama, CEO da BR Malls, ao Pipeline. “Solicitaram uma reunião e sempre estivemos e estaremos abertos a conversar, mas vamos para uma reunião com a premissa de que a proposta feita não é um ponto de partida para uma fusão.


”Kameyama aponta que, na parte caixa da proposta, o R$ 1,85 bilhão compra 25% da BR Malls com os acionistas da ‘corporation’ pagando metade dessa conta, uma vez que seria quitada com dívida emitida pela nova companhia. “Além disso, o valor de referência na proposta é de R$ 9,11 por ação, que é 43% abaixo do que temos nos livros”, afirma, citando o valor patrimonial por papel (NAV).


O CEO reforça o ponto que a BR Malls já tinha discutido na primeira proposta, feita em janeiro, ao entender que o modelo significa uma aquisição sem prêmio de controle, e não uma fusão. “Entendemos que os controladores da Aliansce vão transplantar o acordo de acionistas que eles têm para a empresa resultante da fusão com a BR Malls, o que na prática dá controle sem nenhum prêmio”, diz Kameyama. Os atuais controladores de Aliansce ficariam com 23,5% do capital da companhia após fusão.

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