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Qualidade do ar ganha destaque em volta a escritórios

Fonte: Bloomberg



Com a vacinação mais rápida em vários países e empresas que buscam reabrir escritórios, funcionários querem algo em troca: a confiança de que é seguro estar ali, lado a lado com colegas com os quais conversam apenas através de telas há meses.


Empresas promovem medidas para reduzir o risco de infecção por covid-19, mas nem todas as ações são igualmente eficazes, de acordo com especialistas. Algumas das etapas mais amplamente adotadas podem não ajudar muito.


Mais de um ano após o início da pandemia, cientistas se concentram cada vez mais na transmissão aérea como maior culpada. Para o escritório, isso aumenta a importância de uma melhor ventilação e filtragem de ar, e diminui a razão para a limpeza incessante de superfícies com desinfetantes que muitos empregadores adotaram.


“Não quero ouvir sobre seus procedimentos de limpeza de superfície, porque isso é perda de tempo e dinheiro”, disse Linsey Marr, professora de engenharia civil e ambiental da Virginia Tech, que estuda a interação dos vírus com a atmosfera. “Mas me fale sobre a ventilação. Com que frequência o ar é trocado no espaço? E me fale sobre filtragem.”


Retorno

Embora os regimes de trabalho flexíveis possam durar mais que a pandemia, muitas pessoas logo terão que se deslocar ao trabalho novamente. No Reino Unido, onde as vacinações são mais rápidas do que na maior parte do mundo, o número de funcionários que retornaram aos escritórios na semana passada foi o maior desde março passado. Nesta semana, o JPMorgan Chase se tornou o primeiro grande banco dos EUA a exigir o retorno de toda a força de trabalho no país, em base rotativa, já em julho.


Depois de todos esses meses, pode parecer surpreendente que ainda haja debate sobre como o vírus se espalha e a melhor forma de evitá-lo. Isso se deve em parte à ênfase exagerada no risco da chamada transmissão de “fômites”, que envolve pegar o vírus de uma superfície contaminada como uma maçaneta ou botão de elevador, de acordo com Marr e outros cientistas.


Para a transmissão aérea, a ameaça não é de grandes gotículas carregadas de vírus que caem rapidamente no solo, mas de pequenas partículas que podem permanecer no ar por horas, acumulando-se em espaços internos mal ventilados, enquanto se dispersam rapidamente em ambientes externos.


Ainda assim, nem todos os cientistas estão convencidos de que a transmissão aérea é o caminho mais importante, e alguns apontam a falta de dados. Mas outros respondem que isso não impediu autoridades de saúde pública concluírem no passado que doenças, incluindo sarampo e tuberculose, são transmitidas principalmente por partículas no ar.


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