Receba nossa newsletter

 Instagram feed

Quero-Quero entra em SP e projeta mais lojas se economia melhorar

Valor Econômico



A varejista de material de construção Quero-Quero viveu um período de fartura em plena pandemia. O crescimento nas vendas chegou a quase 40% no fim do ano passado, com a crescente demanda por produtos para casa e reformas. O ritmo perdeu força, mas ainda alcança dois dígitos, e a empresa considera elevar seus investimentos em lojas em 2022. Só que isso dependerá do cenário econômico e do desempenho dos negócios nos próximos meses.


“Achamos que o ambiente ficará mais difícil no ano que vem, já estamos ‘apertando muito as despesas’, revendo certos gastos, mas mantemos a projeção de 70 aberturas em 2022, podendo chegar a até 80 ou 85. Chegaremos a mais de 80 num cenário de manutenção do nível de crescimento”, disse Peter Furukawa, CEO da rede. Parte dessa abertura será no Estado de São Paulo, onde a rede abriu a primeira loja na terça-feira.


A expectativa de que o mercado da construção continue a crescer sustenta a visão mais otimista, mas há efeitos negativos a se considerar. O mercado estima que mais de um terço do lucro bruto da cadeia venha das operações de crédito, o que tem efeito direto negativo da alta da Selic. O conservadorismo na gestão desse braço durante a crise ajudou a rede - e houve expansão na sua carteira em 2021 -, mas juros altos e renda em queda sempre afugentam o consumo.


Também pesa a venda de eletrônicos e eletrodomésticos em desaceleração, outra área de atuação da empresa, menos relevante que construção. “Eletro não foi bem em novembro, acho que muita gente já comprou no ano passado. Não acho que no Natal isso irá mudar muito. Mas essa venda para nós é pequena”, disse o executivo.

  • LinkedIn
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • YouTube
INSCRIÇÕES ABERTAS.gif