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Retomar a confiança é o maior desafio da Novonor

Valor Econômico



Envolvida em um dos maiores escândalos de corrupção do país, a Novonor (ex- Odebrecht) tem trabalhado nos últimos meses para quebrar a resistência do mercado e manter a viabilidade de seus negócios. Em recuperação judicial, com dívidas declaradas de quase R$ 100 bilhões, o grupo baiano ainda encontra dificuldade para se desfazer de importantes ativos e para retomar os contratos de obras da OEC (Odebrecht Engenharia e Construção), que deu origem ao conglomerado e voltará a ser o principal negócio do grupo após a venda da petroquímica Braskem.


Em entrevista ao Valor, o diretor-presidente da companhia, José Mauro Carneiro da Cunha, e Héctor Nuñez, presidente do conselho de administração do grupo, reconhecem que as barreiras para a retomada são grandes. “De um lado, estamos em processo de se desfazer de ativos e, de outro, acelerar a agenda de crescimento”, diz Nuñez. Outra grande dificuldade é acesso a crédito, além da reconstrução da imagem da empresa, rebatizada como Novonor no fim do ano passado, perante o mercado.


“O processo de recuperação judicial está bem estruturado. Vamos fazer frente aos pagamentos com a geração (de caixa) de operação das empresas, crescimento e venda de ativos”, afirma Cunha. O executivo chegou ao grupo em 2019 para presidir o conselho de administração da companhia.

Em abril deste ano, Cunha, que passou pela problemática Oi, foi nomeado presidente da Novonor. Ele não é totalmente desconhecido da família - já tinha trabalhado entre 2003 e 2005 na Braskem e atuado no conselho da petroquímica, da qual atualmente preside. Héctor Nuñez, que comandou o Walmart e a RiHappy no Brasil, além de ser executivo da Coca-Cola, assumiu o comando do conselho de administração da companhia.