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Ricardo Eletro tem falência decretada

Valor Econômico



A Justiça de São Paulo decretou na quarta-feira a falência da varejista Ricardo Eletro, após dois anos de recuperação judicial e quatro anos de uma intensa crise financeira na empresa. Fundada em 1989 pelo empresário Ricardo Nunes, hoje já fora da sociedade, a cadeia faz parte do grupo Máquina de Vendas Brasil, também alvo da decisão. Como antecipou ontem o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, a sentença cita “a identificação de diversos fatores de esvaziamento patrimonial”, e menciona que a atual recuperação judicial “não reúne condições de prosseguimento”.


Para tentar reverter a situação, o grupo entrou na tarde de ontem com agravo de instrumento com pedido de efeito suspensivo contra a decisão na 2 Câmara de Direito Empresarial de São Paulo. No documento, diz que soube da sentença com “absoluto espanto”, que a decisão é “prematura” e que “não há esvaziamento com intuito de cometer fraude” na companhia.


O endividamento total do grupo, incluindo passivos em recuperação, era de cerca de R$ 4,8 bilhões em dezembro de 2021, para uma receita líquida de R$ 7 milhões no ano passado, uma queda de 98% sobre 2020. A controladora da rede, a Máquina de Vendas Brasil, e outras oito empresas ligadas à ela são afetadas pela decisão.


Pelo complexo organograma anexado na recuperação, a Ricardo Eletro é controlada pela Máquina de Vendas Brasil, que por sua vez tem como dona a MV Participações. Já a MV tem como sócio majoritário o fundo Reag 90 FIP Multiestratégia, este, fora da falência.


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