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Self storage cresce com expansão de comércio eletrônico

Valor Econômico



A expansão do comércio eletrônico durante a pandemia de covid-19 abriu novo campo de atuação para o segmento de locação de espaços para armazenagem (“self storage”). Trata-se da operação conhecida como “last mile”, ou seja, como local para a última etapa de estocagem de produtos antes da entrega aos clientes, e como base para as mercadorias das “dark stores” (lojas fechadas ao público que funcionam como pontos para distribuição de suas mercadorias). Empresas desse segmento vêm conseguindo elevar ou, pelo menos, manter a ocupação dos espaços na pandemia.


Para a GuardeAqui, principal empresa do segmento de “self storage”, a demanda de áreas pelo comércio eletrônico é uma das principais razões para a alta de 35% na sua receita bruta no período de janeiro até meados de agosto, na comparação anual. “O e-commerce trouxe nova avenida de crescimento para o ‘self-storage’ e a necessidade de adaptação das unidades para atender ao novo cliente”, conta Mariane Wiederkehr, presidente da GuardeAqui. Na unidade do Tatuapé, na zona Leste de São Paulo, a empresa está reformando o estacionamento para atendimento das demandas de movimentação das “dark storages”.


Entre pessoas físicas, cresceu a contratação de espaços para armazenar mobiliário durante reformas.


A ocupação total das áreas locadas pela GuardeAqui cresceu de 58%, em março de 2020, para 71% em julho deste ano.


Se, na origem, os “self storages” eram espaços basicamente de armazenagem, hoje já há empresas com um ou dois funcionários, nos boxes alugados, para controle de estoques, manuseio e escoamento dos produtos, segundo Thiago Cordeiro, presidente da Goodstorage, principal empresa do segmento com atuação na cidade de São Paulo. O executivo cita que o consumo online em menor volume, mas maior frequência, tem impulsionado o aumento do número de entregas e, consequentemente, da necessidade de locais para “last mile”.

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