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Shoppings esperam ‘virada’ até março

Valor Econômico



Os shoppings saem da crise lentamente e devem conseguir retornar ao patamar de vendas registrado antes da pandemia só no primeiro trimestre do ano que vem, segundo a entidade do setor. Essa retomada ocorre num cenário de desempenhos desiguais entre os empreendimentos - e concentrada especialmente nas áreas mais ricas -, mas é crucial para os planos a partir de 2022.


Os números até novembro mostram queda de cerca de 10% nas vendas em relação a 2019 e apontam para um recuo de 9% no ano todo, segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). A entidade faz acompanhamento mensal com apoio da Cielo.


Pelo desempenho visto até metade do ano, alguns varejistas chegaram a levantar a possibilidade de desengavetar projetos de abertura de lojas de rua, em detrimento dos shoppings. Mas, a cada mês, empresários e gestores de fundos veem melhora gradual na venda por metro quadrado dos empreendimentos, o que ajuda a sustentar projeções mais animadoras, mesmo com o consumo desacelerando no país.


De acordo com Leandro Bousquet, sócio e responsável pela área de “real estate” da Vinci Partners, a melhora no desempenho do mês versus o mês anterior, apesar de gradativa, tem efeito no nível de confiança do lojista.


Nos ativos do fundo gerido pela Vinci na área (Vinci Shopping Centers FII) essa recuperação vem ocorrendo desde abril - em setembro sobre agosto houve estabilidade. “Setembro é sazonalmente pior mesmo. O fato é que, entre 2014 e 2016, o varejista não via uma luz no fim do túnel por um bom tempo. E uma sinalização de tendência como a que temos agora é crucial. O que acionaria o sinal amarelo seria começarmos a regredir sobre o mês anterior e não há isso hoje”, diz.

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