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SiiLA Brasil e SiiLA México debatem as tendências para o mercado de imóveis comerciais

Por Isabella Ortega



Nesta segunda-feira (14), Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA Brasil, e José Carlos Alemán, CEO da SiiLA México, participaram de um webinar realizado pela J.P. Morgan, que abordou as tendências para o mercado de imóveis comerciais no Brasil e no México.


Alemán abriu o debate trazendo indicadores macroeconômicos dos mercados mexicano e brasileiro, que têm disparidades grandes, principalmente quanto à população – a mexicana representa quase metade de toda a brasileira e no que se refere às taxas de desemprego. No México, a taxa atual é de 4,4%, enquanto o contingente de desempregados no Brasil chega a 14,7%.


“Outra métrica interessante é a taxa de juros para as duas economias. Desde que a pandemia começou, tivemos cortes consecutivos na taxa de juros nos dois países, com uma taxa de 4% no México e 3,5% no caso da Selic brasileira”, disse o CEO da SiiLA México. Players do mercado financeiro e economistas mexicanos acreditam que a taxa de inflação deve chegar a quase 3% até o final deste ano, que é a meta do banco central do México”, acrescentou.


Nicastro destacou que a taxa de vacância de escritórios das classes A+ e A na região CBD (Central Business District), em São Paulo, segue em ritmo de crescimento, representando 21,2% no primeiro trimestre de 2021. “No Brasil, está claro que o principal drive para mudar esse cenário será a vacina”, disse. O CEO da SiiLA Brasil também observou que há muitas companhias aproveitando as condições do mercado fazer bons negócios, mudando suas sedes ou operações para outras regiões, negociando preços melhores.


Enquanto isso, o México registrou 14,6% de taxa de vacância no primeiro trimestre do ano, levando em consideração as classes A+ e A na Cidade do México - CBD. Segundo Nicastro, o impacto da pandemia foi similar em ambos os países, mas a grande diferença entre os mercados mexicanos e brasileira se dá em função de grandes entregas de estoques, que foram projetadas nos anos de 2016 e 2017 e entregues recentemente na região da Chucri Zaidan, em São Paulo.


“O perfil de ocupantes de escritórios também é similar quando analisamos os mercados mexicano e brasileiros, com o setor financeiro respondendo pela maior parte da ocupação e que reduziu em volume de área locada e em participação de mercado nos últimos trimestres”, acrescentou Alemán. O CEO da SiiLA México destacou o espaço que os coworkings vêm ganhando market-share no país e já responde pelo segundo maior segmento em participação, especialmente após um movimento forte que popularizou essa modalidade de escritórios entre os anos 2017 e 2018 na Cidade do México.


“Continuamos otimistas e acreditamos que com a retomada da economia e a vacina, a taxa de vacância cairá rápido no Brasil”, disse o CEO da SiiLA Brasil, acrescentando também que muitas empresas que haviam tomado a decisão de fechar seus escritórios para cortar despesas no auge da pandemia estão voltando atrás e procurando novos locais para seus negócios. “As empresas estão percebendo que suas sedes são necessárias, eles precisam reunir as pessoas, compartilhar ideias e valores.”


Já o segmento industrial passa por uma realidade diferente da observada no mercado de escritórios. No Brasil, Nicastro ressaltou que, embora a taxa de vacância esteja em tendência de queda, o preço pedido segue lateralizado, custando em torno de 3 dólares.


No México, tanto a curva de vacância como a de preço pedido estão estáveis. “Tivemos um crescimento enorme do e-commerce no ano de 2020, com empresas como Amazon e Mercado Livre dobrando o espaço ocupado apenas na Cidade do México”, destacou Alemán. Embora o segmento de imóveis comerciais tenha se mostrado resiliente, o CEO da SiiLA México mencionou que os principais desafios são a saturação de mercados, como na região de Tijuana e da infraestrutura de rede elétrica para suportar o desenvolvimento de outras regiões.

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