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Trabalho híbrido passa a ser tendência nas companhias

Valor Econômico



Levantamento feito para o Valor pelo grupo G3, com representantes de RHs de 18 grandes companhias, mostrou que 12 delas (67%) implementaram o regime híbrido de trabalho (dois ou três dias por semana). Duas (11%) vão seguir com o home office e duas já voltaram ao escritório de forma integral. Outras duas ainda não definiram o modelo a ser adotado. Entre as empresas da amostra estão Siemens, DSM, Braskem, Adidas, Itausa e Endenred.


A Fundação Dom Cabral e a consultoria Talenses também perguntaram a quase 700 profissionais sobre a diretriz de suas companhias a respeito do modelo de trabalho. Cerca de 52% responderam que adotarão o regime híbrido, enquanto 9,76%, o presencial integral. Mas o híbrido foi o modelo defendido por 72,78% dos entrevistados. Em outra pesquisa, feita pela consultoria BMI, com gestores de 56 empresas, quase 80% apontaram que o modelo híbrido é o que será adotado no retorno das atividades ao escritório.


De acordo com profissionais de RH de grandes organizações, não há fórmula para construir um novo modelo de trabalho. “É uma fase de transição e experimentação para o futuro”, diz Gabriela Camargo, gerente sênior de RH da Basf. Os funcionários da empresa poderão ir ao escritório entre uma e quatro vezes por semana. As mesas, que já eram parcialmente compartilhadas no pré-pandemia, viraram todas “share-desks”.


A Siemens, por sua vez, tem treinado seus gestores para atuar de modo mais flexível, quebrando uma mentalidade de controle e centralização. “No começo não foi fácil. Nas fábricas, os supervisores achavam que precisavam estar sempre presentes”, diz Caroline Zilinski, diretora de pessoas e organização da empresa.