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União planeja lançar fundo imobiliário até fim do ano

Valor Econômico



O governo federal confirmou para o fim do ano o lançamento do primeiro fundo de investimento imobiliário (FII) com imóveis da União. O projeto-piloto, que será referência para outros fundos desse tipo, exigirá aporte inicial da gestora que vencer a licitação e constitui uma das frentes do esforço para arrecadar R$ 110 bilhões até dezembro de 2022 com a venda ou locação de parte dos mais de 50 mil prédios e terrenos públicos.


O Valor noticiou em janeiro que o Ministério da Economia projetava um fundo de R$ 15 bilhões. Agora, a pasta afirma que a meta pode ser revista “a depender do apetite do mercado”. Amparado em legislação de 2015, o FII de imóveis públicos federais é promessa antiga do ministro Paulo Guedes.


Ainda não há lista fechada dos imóveis a ser integralizados no instrumento, mas a tendência é que haja prédios ou terrenos avaliados em mais de R$ 500 milhões. Uma candidata, por exemplo, é a Rodoferroviária de Brasília, com mais de 400 hectares.


Gestores de FIIs de ativos privados veem a iniciativa com bons olhos, mas se dizem céticos sobre a atratividade do fundo em momento de alta da taxa Selic e, principalmente, sobre o prazo. A previsão de que o lançamento ocorrerá até o fim do ano foi feita pelo secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados Diogo Mac Cord, no anúncio do feirão de imóveis da União em evento no Rio. “Aí conseguimos colocar muitos imóveis de alto valor de uma vez só na praça, porque isso dispersa cotas e todo mundo vai poder comprar nas plataformas, em vez de imóveis complexos que têm liquidez menor”, disse na ocasião.


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