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VBI vai priorizar neste ano investimento em escritórios



Valor Econômico


A gestora de recursos VBI Real Estate vai priorizar, neste ano, a alocação de recursos para o segmento de escritórios corporativos ante o de galpões. Na avaliação de Rodrigo Abbud, sócio da gestora, o momento pede mais cautela nos investimentos em galpões, diante do volume de produção do segmento no mercado. Por outro lado, a VBI aposta em desenvolvimento de projetos de grandes lajes corporativas com entrega programada a partir de 2023, quando os preços de locação estarão em trajetória de alta na capital paulista.

Os aportes no segmento de escritórios somarão R$ 550 milhões neste ano. Além dos R$ 300 milhões já comprometidos com dois projetos em curso - um será entregue no fim do próximo ano, e o outro, com obras a serem iniciadas em 2002, ficará pronto em 2024 - estão previstos R$ 250 milhões para desenvolvimentos nas regiões da Faria Lima, do Itaim Bibi e dos Jardins, na cidade de São Paulo. Em 2021, os investimentos em escritórios somaram R$ 350 milhões.

“No ano passado, o segmento viveu seu pior ponto da curva. O momento é para olhar a retomada de escritórios no médio prazo”, diz Abbud, citando que, depois de a taxa de vacância atingir o patamar recorde de 24%, caiu para 21%. “O mercado começa a dar sinais de recuperação”, afirma. Segundo o sócio da VBI, a recuperação total do mercado deve levar a té três anos. Considerando-se empreendimentos prontos e em desenvolvimento, a gestora tem 50 mil m2 de área bruta locável (ABL) em seu portfólio de escritórios, com valor dos ativos estimado em R$ 1 bilhão.

No entendimento de Abbud, este tende a ser um ano de muita volatilidade no mercado. “Haverá ondas de covid-19 aliadas com um eleição [majoritária] que mexe bastante com o cenário macroeconômico”, diz o sócio da VBI. Ainda assim, ele afirma que empresas, principalmente dos setores financeiro e de tecnologia, têm buscado mais áreas na região da Faria Lima - endereço mais cobiçado do segmento. Em novembro, cita o executivo, a RB Capital informou à VBI que entregaria o espaço que ocupa em um de seus prédios. “Houve quase leilão entre as duas propostas que recebemos. Fechamos com a Veedha Investimentos ”, afirma.

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