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Vendas do Mercado Livre sobem 42%, para R$ 68 bi



Valor Econômico

Maior empresa de comércio eletrônico do país, o Mercado Livre vendeu R$ 68 bilhões em produtos de lojistas e próprios no ano passado, alta de cerca de 42% sobre o ano anterior (em dólar, a alta foi de 35%), segundo informou o comando ao Valor. A empresa publicou os seus resultados globais ontem. O número se refere a tudo aquilo que é transacionado pela plataforma (chamado “GMV”, sigla para vendas brutas de mercadoria).


Houve uma desaceleração na taxa de crescimento trimestral versus ano anterior, num ambiente de consumo on-line mais fraco desde outubro, após a “Black Friday”. Apesar de ter identificado esse cenário no mercado, a companhia entende que as suas taxas menores refletem a base de comparação forte de 2020.


No quarto trimestre, o Valor apurou que as vendas transacionadas no país atingiram em torno de R$ 19,5 bilhões - quase US$ 3,6 bilhões - um aumento de 23% sobre 2020. No Brasil, a receita líquida subiu pouco mais de 62% no trimestre (em reais) - neste caso, envolve ganhos com vendas de produtos e de serviços, indicador diferente do GMV. Essa taxa crescia 69% no trimestre anterior. Concorrentes como Magazine Luiza e Americanas publicam seus dados nas próximas semanas.


“É preciso separar por segmentos. Eletrônicos em geral vêm sentindo mais e isso afeta mais nossos competidores do que nós. Vendemos muitos itens mais baratos, como produtos para casa e itens duráveis de preço baixo, e essas categorias estão sendo menos afetadas pela alta de inflação e pelo aperto maior no bolso. São produtos que geram maior frequência de compras”, disse André Chaves, vice-presidente sênior de estratégia e de relações com investidores do Mercado Livre.

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