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Vendas do varejo recuam 0,1% em outubro, na 3ª queda seguida

Estadão



Sob pressão da aceleração da inflação, as vendas do comércio varejista recuaram 0,1% em outubro ante setembro, a terceira queda seguida, informou nesta quarta-feira, 8, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio pior do que o esperado por analistas do mercado financeiro - que esperavam uma alta de 0,6%, conforme pesquisa do Projeções Broadcast - e reforça os efeitos da disseminação dos reajustes de preços e da alta dos juros para conter a inflação no sentido de frear a atividade econômica.


“De um modo geral, o processo inflacionário elevado deve seguir como um fator determinante para o desempenho do varejo”, disse o economista Yihao Lin, da corretora Genial Investimentos. “O alto nível de inflação deprecia a renda das famílias, o que diminui o poder de compra e o consumo”, completou o especialista.


O IBGE destacou que “a inflação continua exercendo impacto nos indicadores” da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), “uma vez que a variação de receita nominal de vendas do varejo é positiva”. A receita nominal do varejo restrito, ou seja, o faturamento sem considerar os reajustes de preços, avançou 0,7% ante setembro, segundo o IBGE.


Os efeitos da inflação apareceram também no desempenho entre os diferentes segmentos do comércio pesquisados pelo IBGE. Enquanto os reajustes na gasolina, no diesel e no etanol se destacam como vilões da inflação, as vendas de combustíveis e lubrificantes caíram 0,3% ante setembro. Atingida pela inflação de alimentos, a atividade de maior peso na PMC, as vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caíram 0,3% - considerando apenas super e hipermercados, a queda foi de 0,6%.

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